Índice de Prontidão do Comércio 2026: como marcas e varejistas podem se preparar para um cenário mais volátil, automatizado e competitivo
O comércio global entra em 2026 sob forte pressão. Após um 2025 marcado por instabilidade econômica, avanço acelerado da inteligência artificial, aumento de custos operacionais e consumidores cada vez mais imprevisíveis, o próximo ano promete elevar ainda mais o nível de complexidade para marcas e varejistas.
O Commerce Readiness Index 2026, estudo conduzido pela Rithum com 200 executivos de comércio nos Estados Unidos e Reino Unido, revela um ponto crítico que muitas empresas ainda subestimam: o maior risco não está apenas nos fatores externos, mas nas fragilidades internas das operações.
Processos manuais, dados inconsistentes, decisões lentas e tecnologia mal integrada estão drenando eficiência, margem e crescimento — muitas vezes de forma silenciosa, porém contínua.
O que realmente define a prontidão para 2026
Diferentemente do que muitos imaginam, estar preparado para 2026 não significa lançar campanhas mais agressivas ou ampliar catálogos indiscriminadamente. O estudo aponta que a verdadeira vantagem competitiva estará na capacidade de agir com velocidade, precisão e confiança nos dados.
Embora marcas e varejistas enfrentem desafios semelhantes, seus focos são distintos:
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Varejistas priorizam proteção de margem, eficiência operacional e estabilidade.
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Marcas buscam crescimento, diferenciação e inovação.
Apesar dessas diferenças, ambos convergem em um ponto central: agilidade operacional sustentada por dados confiáveis é o principal diferencial competitivo para o futuro.
Pressões externas continuam, mas os gargalos internos são decisivos
A instabilidade econômica e a inflação seguem como os principais obstáculos para expansão em novos mercados. No entanto, o relatório mostra que desafios internos — como infraestrutura de dados defasada, limitações de orçamento, falta de recursos e lentidão na tomada de decisão — impactam o crescimento tanto quanto fatores macroeconômicos.
Mesmo que o cenário externo se estabilizasse, muitas organizações ainda estariam presas a processos antigos, desalinhamento interno e baixa maturidade tecnológica. Em 2026, não se trata de esperar o mercado melhorar, mas de construir resiliência operacional para crescer independentemente das turbulências.
Presos à “velocidade da planilha”
Um dos achados mais preocupantes do estudo é a dependência excessiva de processos manuais. A maioria das empresas ainda opera com planilhas, aprovações manuais e consolidação de dados fragmentados.
Esse modelo traz consequências diretas:
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Atraso na resposta a sinais de mercado
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Maior risco de erros operacionais
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Decisões baseadas em dados incompletos ou desatualizados
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Perda de oportunidades de receita
Quase 75% dos líderes admitem que, em algum nível, tomam decisões baseadas em dados imprecisos. Mesmo assim, a confiança na capacidade de mensurar performance é altíssima — o que evidencia um descompasso perigoso entre percepção e realidade.
Em um ambiente onde uma tendência viral pode esgotar estoques em minutos, velocidade sem qualidade de dados deixa de ser vantagem e se torna risco.
Inteligência Artificial: potencial alto, base frágil
A IA já deixou de ser experimental. O estudo mostra que boa parte das empresas já utiliza automação baseada em IA em áreas como precificação, inventário e marketing, ou planeja implementar no curto prazo.
No entanto, há um alerta claro: a IA está sendo acelerada sobre bases de dados frágeis.
Três em cada quatro líderes afirmam que a IA avança mais rápido do que suas organizações conseguem absorver. O risco não é apenas obter insights incorretos, mas automatizar decisões ruins em escala, tornando erros mais rápidos e difíceis de corrigir.
Sem governança, integração e qualidade de dados, a IA não resolve ineficiências — ela apenas as amplifica.
Margens sob ataque constante
A pressão sobre a rentabilidade vem de múltiplas frentes:
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Custos logísticos e de fulfillment
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Tarifas e incertezas comerciais
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Aumento da complexidade dos produtos
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Ineficiência em mídia paga e erros de catálogo
Marcas apontam logística como principal vilã da margem, enquanto varejistas sentem mais fortemente o impacto das tarifas. Em ambos os casos, o poder de precificação diminuiu drasticamente, deixando menos espaço para ajustes tradicionais.
O relatório reforça que proteger margens em 2026 exigirá novas estratégias focadas em eficiência operacional, redução de custo por atendimento e melhor orquestração da cadeia de valor.
Jornadas do cliente que vazam receita
Outro ponto crítico revelado pelo estudo está na experiência do cliente. As perdas ocorrem em diferentes momentos da jornada:
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Varejistas perdem vendas antes do checkout, por anúncios desconectados, links quebrados e falta de estoque.
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Marcas enfrentam maior evasão no pós-venda, causada por atendimento deficiente, devoluções complexas e baixo engajamento.
Mesmo com mudanças frequentes no mix de canais de marketing, esses vazamentos persistem. O relatório é categórico: investir mais em aquisição não corrige uma jornada quebrada.
As empresas mais bem posicionadas estão dobrando a aposta em:
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Social commerce
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Experiência de site fluida
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Conteúdo em vídeo curto
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Estratégias comprovadas de conversão
Principais aprendizados para 2026
O Commerce Readiness Index deixa claro que prontidão não é um checklist fixo, mas um processo contínuo de adaptação. As empresas que liderarão o mercado serão aquelas que:
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Identificarem rapidamente os pontos de ruptura na jornada do cliente
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Unirem velocidade e precisão de dados como prioridades inseparáveis
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Usarem IA como acelerador, não como atalho mal estruturado
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Focarem no que podem controlar para absorver choques externos
Em vez de se preparar para sobreviver a 2026, o desafio é construir operações capazes de evoluir em qualquer cenário.
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